Tornou-se vulgar e é mesmo uma moda ver-mos os ipods em todo lado, inclusive durante os treinos, quer sejam nos ginásios, quer mesmo no próprio remo, nos treinos em terra.
Existem muitos trabalhos que falam sobre a influência da música na actividade física.
De acordo com Tame (1984), a música pode afectar a energia muscular, elevar ou diminuir os batimentos cardíacos, influenciar na digestão.
Csikszentmihalyi (1192) afirma que uma das funções da música é dirigir a atenção do ouvinte para padrões adequados a um determinado estado de ânimo, além de afastar o tédio e a ansiedade. A música nas actividades é utilizada no sentido de motivar a continuidade dos exercícios físicos ou de distrair o praticante de estímulos como cansaço, dor ou até tenção psicológica. (VALIN, 2007).
Os efeitos da música na redução da dor se explicam pela teoria do portal do controle da dor. A música age como um estímulo em competição com a dor, distrai o paciente e desvia sua atenção da dor, modulando, desta forma, o estímulo doloroso. Estudos de imagem do cérebro mostraram actividade nos contornos auditivos, no córtex auditivo e no sistema límbico em resposta a música. Mostrou-se que a música é capaz de baixar níveis elevados de stress e que certos tipos de música, tais como a música meditativa ou clássica lenta, reduzem os marcadores neuro-hormonais de stress. (TODRES, 2007)
Foi apresentada na World Rowing Coaches Conference em 2003 um trabalho que fala disso mesmo, o uso e o efeito da música como factor ergogénico na aprendizagem do remo.
Pode a música fazer o barco andar mias depressa e melhorar o tempo no ergómetro?
Será que o uso da música contribui positivamente para a execução da remada?
Vale a pena ler este artigo chamado
Erging to Music de Michael R. Mann.